sábado, 2 de julho de 2011

COTIDIANO EM ROMA

O poder da riqueza:  A sociedade romana foi dividida  pelo imperador Otávio Augusto em  classes, as ordens, baseadas na riqueza de seus participantes. A mais elevada delas era a ordem senatorial, que exigia de seus participantes a renda de 1 milhão de sestércios, moeda romana daquela época. Depois, seguia-se com a ordem eqüestre, com 400 mil sestércios de renda; depois vinham os clientes, libertos e os escravos. Os libertos tornam-se, ainda, muito numerosos e ricos, a classe mais dinâmica do império. Na fase final do império, os títulos destinados às classes sociais elevadas retratava a influencia que lhes era atribuída. Aos membros da família imperial era reservado o título de nobilissimi; à ordem senatorial, os nomes de illustres, clarissimi e spectabiles, e as membros da ordem eqüestre, eram conhecidos como perfectissimi e egregii. 

A população comospolita na Roma antiga: O afluxo de estrangeiros em Roma, vindos da cidade não apenas na condição de escravos, mas também como homens livres, deu à sociedade um caráter cosmopolita, por indivíduos originários de vários países e lugares. Como resultado a cultura romana passou a ser uma cultura internacional. O direito a cidadania, foi aos poucos sendo atribuída a um maior número de habitantes. Em 212 d.C., o imperador Caracala estendeu o direito de cidadania a todos os habitantes do Império Romano. A medida tinha motivos econômicos: o imperador pretendia, colocando-a em prática, aumentar a arrecadação de impostos. Porém, ele teve um resultado indireto, pois essa medida contribuiu para a coesão do império, que na época passava por uma crise difícil. A escravidão sobreviveu ao longo da história de Roma. A possibilidade da alforria e da libertação foi a porta aberta para que os escravos, em duas gerações, obtivessem condições de acesso à cidadania.

LAZER NA VIDA ROMANA
O circo romano: Os circos que conhecemos hoje em dia, pouco tem em comum com o circo que conhecemos hoje, além do nome.  O maior e mais antigo era o Circo Máximo chegou a comportar 480 mil espectadores. Sua edificação deve ter atingido 640 metros de comprimento por 190 de largura. A entrada nos circos era gratuita. Para evitar desordens um pelotão (coorte) de soldados mantinha a ordem do recinto. Nos circos, os espetáculos incluíam corridas de carros e de cavalos, apresentação de acrobatas, palhaços e bandas e os combates.
Os combates entre feras, como também entre gladiadores, era uma antiga tradição romana, que passou a ser comum a partir da época das Guerras Púnicas, no período republicano.  Era de costume, também, colocar na arena lutadores mal-armados para enfrentar feras enlouquecidas de fome. As lutas entre gladiadores eram uma tradição etrusca herdada pelos romanos. Os gladiadores usavam couraças peitorais e empunhavam o gládio, uma espada muito curta. Já os reciários combatiam armados com um tridente, um punhal e uma rede. Aqueles que conseguiam grande sucesso nas lutas podiam conquistar a liberdade. Os que morriam na arena tinham seu corpo arrastado durante os intervalos dos combates, seus corpos eram deixados em um depósito para mais tarde serem atirados na fossa. O cristianismo foi o responsável pelo encerramento daquela tradição de violência e brutalidade que marcou a história de Roma.

Os anfiteatros: Os anfiteatros apresentavam geralmente forma elíptica para poderem acomodar maior número de espectadores. O mais antigo anfiteatro dói o de Pompéia na Itália. Em muitas cidades do império edificaram-se anfiteatros, chegando a existir, somente na Itália, 85 deles. O Coliseu o que ainda sobrevive, embora em ruínas. Foi edificado onde antes correspondia um lago artificial construído por Nero. Concluído por Tido, em 8 d.C., foi inaugurado com 100 dias de jogos, nos quais 5 mil feras morreram, além de um homem ser despedaçado por um urso. Suas instalações podiam acomodar 50 mil espectadores ou mais. Nele também se realizavam naumaquias, apresentações nas quais se enchia a arena de água  para realização de simulações de combates navais.

Os teatros: Os primeiros teatros de Roma eram feitos de madeira e desmontados depois do espetáculo; posteriormente eles passaram a ser construídos de pedra. As primeiras peças teatrais escritas por Plauto, Lívio Andrônico e Plúbio Terêncio Afer, que adaptaram obras gregas ao gosto popular. Mas tarde foram tomando caráter próprio, alcançando os mimos (espetáculos teatrais que mostravam cenas baseadas nos costumes romanos da época). Os espetáculos aconteciam durante o dia. Só excepcionalmente havia sessões noturnas, realizadas à luz de tochas. O maior e mais importante teatro de Roma, foi criado por César e concluído por Augusto (em 17d.C.). Em suas instalações era possível acomodar 14 mil e 20 mil espectadores. As primeiras filas ficavam reservadas aos magistrados e senadores. Os escravos não podiam ocupar assentos, e as mulheres eram obrigadas a ficar nas últimas filas. Embora os romanos apreciassem muito as comédias, a violência também estava presente em seus espetáculos teatrais. Em cenas nas quais um personagem devia morrer, muitas vezes eram colocadas em cena pessoas condenadas a morte, para serem realmente executadas diante do público. Era proibida a participação feminina nas peças. Os papéis femininos eram feitos por escravos.


As termas: Como nem todas as casas eram beneficiadas com água corrente, os banhos públicos sempre foram locais concorridos pelos romanos. As termas foram uma criação original dos romanos. Eram edifícios destinados a receber milhares de pessoas. Elas começavam a funcionar ao meio-dia, horário em que o comércio fechava para almoço. A decoração das termas eram luxuosas e suas instalações tinham o máximo de conforto. Entre as instalações das termas, encontravam-se terraços, jardins, bibliotecas, além de vestuários e locais destinados para os banhos. Algumas salas de banho eram: o frigidarium, local de banhos frios. O tepidarium, lugar onde o banho era morno; e o caldarium, uma sala com ar aquecido. Para obter aquecimento os romanos desenvolveram uma técnica de canalização do ar quente, que percorria pelas paredes e pelo piso por meio de tubos de argila ou chumbo. A sala principal das termas de Caracala media 56 por 27 metros, a área total cobria algo mais do que 80 mil metros quadrados. No meio da multidão que freqüentava as termas, encontravam-se vendedores de pastéis, salsichas e bebidas. As termas chegaram a ser o principal centro social romano.

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